Sem acordo

Taxistas ribamarenses são impedidos de aferir taxímetros em São Luís

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Agentes da SMTT ameaçaram recolher veículos que vieram do outro município para fazer a verificação obrigatória do equipamento por técnicos do Inmeq, na Via Expressa, na capital; data para aferição se encerra hoje

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Houve tumulto entre agentes da SMTT e taxistas ribamarenses, que vieram aferir taxímetros na capital.
Houve tumulto entre agentes da SMTT e taxistas ribamarenses, que vieram aferir taxímetros na capital. (Foto: Flora Dolores / O ESTADO)

SÃO LUÍS - Hoje termina o prazo pa­ra que os taxistas de São José de Ribamar tenham os taxímetros verificados pelo Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão (Inmeq-MA) e evitem as sanções decorrentes do descumprimento do prazo. Entretanto, na manhã de ontem, uma operação da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) atrapalhou o trabalho do órgão estadual. É que a secretaria ameaçou recolher os táxis ribamarenses, alegando que eles não têm permissão para circular em São Luís. A ação deixou taxistas revoltados.

Dezenas de taxistas de São José de Ribamar saíram de seus postos no município da Região Metropolitana de São Luís e seguiram até a Via Expressa, na capital, onde fiscais do Inmeq aguardavam para fazer a verificação dos taxímetros. Mas durante os trabalhos taxistas e fiscais foram surpreendidos por viaturas da SMTT e informados pelos agentes da secretaria de que o trabalho não poderia ser feito ali. Por isso, os veículos seriam recolhidos e os condutores multados.

Os taxistas ficaram revoltados e houve tumulto entre eles e os agentes de trânsito. “Estamos des­de segunda-feira tentando passar pela fiscalização, mas a Secretaria de Trânsito de São Luís não deixa. Começaram a barrar o trabalho dos fiscais. Enquanto isso, a gente fica parado, perdendo dinheiro”, disse revoltado o taxista Philipe Asaph.

O taxista José Carlos Alves foi outro crítico da ação da SMTT. “O prazo termina amanhã [hoje]. O que vai acontecer, se não der tem­po de passarmos pela fiscalização? A gente só quer poder trabalhar e a SMTT não está querendo deixar. Ninguém está pegando passageiro aqui. Estamos parados pa­ra fiscalização”, disse.

Segundo o diretor técnico do Inmeq, Zois Gantzias, todos os anos a fiscalização é feita no mes­mo local e nunca houve impedimento. “Não apenas São José Ribamar, mas os táxis dos quatro municípios da Ilha de São Luís são fiscalizados aqui na Via Expressa. Além disso, a alegação da SMTT está incorreta. Não há legislação que impeça que táxis de outros municípios trafeguem em São Luís. Eles só não podem pegar passageiros aqui”, explicou.

O impasse durou até o fim da manhã. O Estado entrou em contato com o Inmeq e a SMTT para saber que solução houve para o problema, mas até o fechamento desta edição nenhum dos dois órgãos respondeu.

Fiscalização
Durante a verificação, são feitos testes de pistas e verificados o estado de conservação do taxímetro. Os fiscais analisam a posição em que o taxímetro está, a carcaça do aparelho, se o lacre está em bom estado de conservação, sem rompimentos e se o equipamento está apto para fazer a medição do valor cobrado. Qualquer alteração pode lesar o consumidor. Por isso, a fiscalização.

O teste de pista é o exame metrológico, que verifica se o registro do valor da corrida do taxímetro está de acordo com o qui­lômetro percorrido. Este teste é feito para garantir a precisão do instrumento, para que o consumidor pague o preço justo da corrida.

Aprovado no teste, o táxi recebe, na hora, além do selo e do lacre amarelo do Inmetro, o certificado de verificação que este ano é emitido e entregue ao taxista no próprio local. R$ 800,00 é a multa média aplicada aos taxistas que rodam com taxímetro não verificado e com irregularidades.

Número

630 é a frota de táxis de São José de Ribamar

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