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Empresas ameaçam SET e Prefeitura de São Luís por pane no sistema de recarga de cartões

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Empreendimentos chegaram a pagar R$ 800 mil pelos créditos dos cartões de transporte de funcionários; estoque de passes escolares está perto do fim

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Foto: Flora Dolores / O ESTADO

Empresas que beneficiam funcionários com créditos no vale-transporte ameaçam processar o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (SET) e a Prefeitura de São Luís por causa da pane no sistema de recarga dos cartões de transporte que hoje completa uma semana.

De acordo com a direção do SET, algumas empresas chegaram a pagar R$ 800 mil pelos créditos no vale-transporte dos seus funcionários, no entanto, estão contabilizando, já que alguns trabalhadores estão impossibilitados de se deslocar para o trabalho por falta de saldo nos cartões.

“Trata-se de uma operação demorada e que exige atenção máxima dos técnicos envolvidos no caso” Luís Cláudio Siqueira, Superintendente do SET
Até o fechamento desta edição, o sistema de recarga ainda permanecia inativo e sem previsão de retorno. Segundo o superintendente do SET, Luís Cláudio Siqueira, técnicos da Dataprom – empresa responsável pelo Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBA) – trabalham para a normalização da recarga desde a madrugada de ontem,19.

De acordo com Siqueira, além da troca de um HD (disco rígido) - o SBA foi danificado em virtude de uma queda de energia- é necessária a atualização dos dados para que as informações dos usuários do sistema de transporte não sejam perdidas. “Trata-se de uma operação demorada e que exige atenção máxima dos técnicos envolvidos no caso”, explicou o superintendente.

Sobre a ameaça de processos, de acordo com Luis Cláudio Siqueira, o setor jurídico do SET está tomando providências para evitar implicações jurídicas. “O nosso setor está atento para evitar qualquer tipo de problema. É uma questão séria, que não deveria ter acontecido, mas como todo problema técnico exige-se um tempo maior para que tudo se resolva”, disse.

Estoque de passes

Ainda segundo o SET, o estoque de passes escolares – cuja comercialização começou na segunda-feira,17, de forma emergencial – está perto do fim. Segundo Luis Cláudio Siqueira, os passes que atualmente circulam na cidade foram emitidos em 2007. “São passes que estavam em nosso estoque e agora estão sendo usados para evitar mais prejuízos”, frisou.

Segundo ele, caso seja necessário solicitar a impressão de novos passes, o procedimento deve ser longo e durar até 60 dias. “Cada passe possui, pelo menos, sete itens de segurança e toda a sua produção é complexa. Por isso que houve a limitação para a compra dos passes, ou seja, estão sendo vendidos até 10 passes por pessoa”, disse.

Validade

Em nota encaminhada no fim da tarde de ontem terça-feira, 18, a O Estado, a Prefeitura de São Luís informou que os passes vencerão no dia 30 deste mês. Ou seja, quem tiver passe é obrigado a usá-lo imediatamente, sob o risco de ter prejuízo.

Protestos

Devido aos problemas no sistema de transporte, estudantes de escolas de São Luís realizaram protestos ontem em São Luísl. O maior aconteceu na Avenida Beira-Mar, em frente ao Terminal de Integração, e foi organizado pelo Movimento Estudantil Independente (MEI) e pela Central Estudantil, entidades que representam os alunos secundaristas

Com faixas, cartazes e apitos, os alunos se posicionaram em uma das vias da Avenida Beira-Mar e interditaram por alguns minutos o fluxo de veículos na área. Agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) foram chamados ao local para orientar o trânsito. Por causa do manifesto, todas as principais vias do centro da cidade ficaram congestionadas. As paradas de ônibus ficam lotadas de pessoas à espera de coletivos.

De acordo com Luciana Paula, vice-presidente da MEI, os estudantes estão encontrando dificuldades para adquirir o passe, uma vez que eles podem comprar apenas 10 unidades, o que contraria um acordo feito anteriormente com a SMTT. “Muitos estudantes não têm dinheiro para comprar os 10 passes”, destacou. Ela reclamou ainda da falta de diálogo que o órgão municipal está se negando a manter com os estudantes.

Ainda ontem, pela manhã, um grupo de estudantes também fez um protesto na Avenida Lourenço Vieira da Silva, em frente ao Terminal de Integração do São Cristóvão reivindicando a regularização do sistema de bilhetagem.

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