Escola sucateada

Escola sem aulas causa transtornos a alunos

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A UEB Rosália Freire, na Vila Isabel, passaria por uma reforma que nunca começou e desde o início do ano está de portas fechadas

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Escola na Vila Isabel está fechada e tem problemas de infraestrutura
Escola na Vila Isabel está fechada e tem problemas de infraestrutura (Foto: Biné Morais / O ESTADO)

SÃO LUÍS - Alunos da Unidade de Educação Básica (UEB) Rosália Freire, localizada na Vila Isabel, em São Luís, estão sem estudar desde o início do ano e não sabem quando vão poder voltar às aulas. Desde o início do período letivo, a escola não abriu as portas por causa de uma reforma que seria feita no prédio e que, até o momento, não começou.

Insatisfeitos com o estado da escola e principalmente com a situação dos filhos, por diversas vezes os pais dos estudantes procuraram a direção da unidade em busca de providências para o problema, mas nunca tiveram uma resposta convincente. Eles já entraram em contato com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), mas também não obtiveram um posicionamento.

Indignação
Os pais prometem realizar uma manifestação para chamar a atenção da sociedade para o problema da escola. Eles não descartam a possibilidade do protesto ser na Avenida dos Portugueses, já que a escola está localizada às margens da via. “Os alunos estão sem estudar há muito tempo e o tempo todo há um novo adiamento”, reclamou a líder comunitária Marcelina Soares Lindoso.

Com medo dos filhos serem ainda mais prejudicados com a falta de aula na escola, os pais estão tomando atitudes para contornar o problema, como transferir suas crianças para outras unidades de ensino que estão funcionando.
É o que vai fazer a dona de casa Joana Lima, moradora do bairro Cidade Nova, nas proximidades do Gapara. Ela afirmou que ainda ontem à tarde iria à UEB João do Vale para matricular a filha, que estudava na UEB Rosália Freire.
“As aulas eram para começar na segunda-feira, mas não começaram. É um constrangimento, pois as crianças estão há mais de dois meses sem estudar”, destacou.

Por uma situação ainda mais complicada passa o pedreiro Jailton Santos Silva. Ele afirmou que semana passada teve de mandar o seu filho para o município de Olho d´Água das Cunhãs (distante aproximadamente 300 km de São Luís), onde mora parte da família, para que conclua os estudos. Ele afirmou ainda que vai se mudar para a cidade nos próximos dias. “A escola está precária, com fiação elétrica exposta e com portas, janelas e banheiros quebrados. Não adianta ficar aqui também se nas outras escolas não têm vagas”, disse.

Ausência
De acordo com Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação), não apenas a UEB Rosália Freire está sem funcionar, mas várias outras na cidade, causando prejuízos para os alunos.

“A Prefeitura não está tendo a preocupação com as escolas e as crianças. Os pais não querem esperar e trocam os filhos de escola. Eu me pergunto o que é que vai ser dessas crianças e para onde elas estão indo”, questionou a líder sindical.

Por meio de nota, a Semed informou que a UEB Rosália Freitas já recebeu visita técnica da equipe de engenharia, que realizou um levantamento das necessidades estruturais do prédio. A secretaria esclareceu também que a requalificação deve ter início o mais breve possível.

Sobre o calendário escolar, a Semed comunicou que as aulas serão repostas em diálogo com a comunidade escolar para que todo o calendário seja cumprido. Por fim, a secretaria disse que as aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) funcionarão normalmente.

SAIBA MAIS

De acordo com Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação, todas as verbas que vem para a educação não estão sendo geridas na Semed, como deveria ser o correto, mas na Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz). Segundo ela, tal situação contribui ainda mais para agravar os problemas e a falta de investimento nas escolas na rede municipal de ensino da capital maranhense.

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