Sem condições

Temendo o pior, alunos se recusam a assistir às aulas em escola sem estrutura

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Há infiltração no telhado, o piso está danificado em diversos pontos, os banheiros estão sem condição de uso, entre outros problemas; os estudantes temem que algum acidente aconteça e alguém acabe ferido

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Temendo o pior, alunos se recusam a assistir às aulas em escola sem estrutura
Manchas verdes de infiltração de água da chuva no teto de sala de aula (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - Alunos da Unidade Integrada Sousândrade, localizada no Lira, bairro do centro de São Luís, se recusaram a assistir às aulas na manhã de ontem, por causa das condições precárias em que o prédio se encontra. Há infiltração nos telhados, o piso está danificado em diversos pontos, os banheiros estão sem condição de uso, entre outros problemas. Os estudantes temem que algum acidente aconteça e alguém acabe ferido. Eles cobram a execução de obras de reforma na unidade escolar.

Por causa da situação da escola, os alunos decidiram parar as aulas e fizeram um protesto em frente à escola no início do horário de aulas. Yana Santos tem 17 anos e é estudante do 3º ano da Unidade Integrada Sousândrade. Ela estuda na escola há oito anos e conta que a última vez em que a escola recebeu algum tipo de manutenção foi em 2010. “Mas foi apenas pintura. Não melhoraram nada na estrutura da escola, como o telhado ou os banheiros. Só pintaram as paredes”, afirma.

Perigo iminente
Sem reformas, os problemas estruturais da escola foram se agravando. As chuvas intensas dos últimos dias fizeram parte do forro de uma das salas de aula desabar. “Minha sala foi interditada ontem [terça-feira] porque amanheceu toda alagada por causa da chuva forte de segunda-feira à noite. O telhado está cheio de infiltrações e agora a sala não tem condição de uso”, diz Yana Santos. Os alunos estão estudando em uma sala improvisada na educação infantil que não tem a estrutura adequada para receber os adolescentes de 17e 18 anos.

Alana Reis, 17 anos, estudante do 1º ano, relata mais problemas da escola. “O reboco das paredes de várias salas da escola está caindo, o piso de muitas salas está danificado. Quando chove, diversas salas alagam. A gente fica com medo de cair o telhado e machucar os alunos”, comenta. Ainda segundo a aluna, falta água nos banheiros, os bebedouros estão sujos e os ventiladores não funcionam.

NO corredor, paredes também estão com infiltração (Foto: Divulgação)

Sem aulas, alguns estudantes permaneceram em frente à escola, à espera de alguma informação da diretoria. “Mas eles não dizem nada para a gente ou para os nossos pais. Não sabemos se a escola será reformada, nem quando. Amanhã [hoje], deve ser mais um dia sem aulas porque a gente não quer se arriscar a ficar em um prédio que está caindo aos pedaços”, afirmou Alana Reis.

O Estado tentou falar com a direção da escola, que não quis comentar o assunto. Quando estava de saída, a diretora disse apenas que a escola não tem problemas. A unidade pertence à rede estadual. O Governo do Estado foi procurado e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que a Unidade Itegrada Sousândrade será reformada por meio do Programa Escola Digna. No momento, a Seduc, em parceria com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), está procedendo com o processo licitatório para definição da empresa que fará a reforma na unidade escolar.

SAIBA MAIS

OUTROS CASOS

Recentemente, o teto de duas escolas de São Luís desabou por causa da falta de reforma e das fortes chuvas que estão ocorrendo na capital desde o início do ano. No dia 30 de março, uma parte da parede e do teto da Unidade Escolar Básica (UEB) Rosa Mochel, no bairro Coroado, desabou. De acordo com funcionários da Rosa Mochel, uma parte da parede cedeu e atingiu o forro, que desabou em uma das salas de aula da unidade. No momento do acidente, não havia ninguém no local. No dia 27, um episódio semelhante ocorreu na UEB Darcy Ribeiro, localizada no bairro Sacavém, que resultou em três pessoas feridas. As duas escolas pertencem à rede municipal.

Assista o vídeo:

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