Julgamento

Justiça condena acusados de matar adolescentes

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Crime ocorreu em janeiro de 2015 e o corpo da vítima só foi encontrado uma semana depois

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Justiça condena acusados de matar adolescentes

SÃO LUÍS - Os réus Regiane Ferreira da Rocha e Dieckson Vieira Lopes foram condenados em julgamento ocorrido no fim de semana pelo assassinato de uma adolescente de 15 anos, e ocultação do cadáver. Esse crime ocorreu no dia 1º de janeiro de 2015, no povoado São Benedito, zona rural da cidade Balsas.

A assessoria de comunicação da Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão informou ontem que Dieckson Vieira recebeu a pena de 14 anos e seis meses de reclusão, enquanto Regiane Rocha foi condenada a 21 anos. Eles deverão cumprir a pena em regime inicialmente fechado, na Unidade Prisional de Ressocialização de Balsas.

A sessão de Júri foi presidida pela juíza titular da 3ª Vara de Balsas, Nirvana Mourão Barroso. Consta na denúncia que a menor foi atingida por sete disparos de arma de fogo, sendo três na cabeça e quatro no braço esquerdo. O corpo da vítima foi encontrado uma semana depois, próximo do local do crime, coberto apenas por folhagens e palhas de buriti.

A motivação do crime teria sido ciúmes, pois a vítima teria tido um caso amoroso com Dieckson Viera. A defesa alegou a ausência de perícia no caso e que a denunciada teria agido sozinha, em legítima defesa, requerendo a absolvição sumária dos dois acusados.

A acusação requereu a inclusão de duas qualificadoras. Uma delas a utilização de recurso que dificultou e a outra foi o emprego de meio cruel. “Embora a primeira denunciada tenha levantado a tese da legítima defesa não há com acatá-la no momento. A defesa não conseguiu mostrar ter o acusado sofrido agressão injusta por parte da vítima”, destacou a Justiça quando pronunciou os acusados ao júri popular.

A juíza relatou na pronúncia que o denunciado Dieckson Vieira Lopes teria participado da exumação do cadáver da vítima. “Restou afirmado no laudo pericial indícios de que a menor foi morta com o concurso de um homem, fato que, associado aos testemunhos e à própria declaração de Dieckson de que esteve em companhia da vítima na madrugada do crime”, afirmou a magistrada.

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