Fraude

Le Pen é suspeita de falsificar contrato de funcionário no Parlamento Europeu

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Escritório Europeu Antifraude investiga se a candidata presidencial contratou com dinheiro da Eurocâmara assistente que, na verdade, trabalhava na sede do partido Frente Nacional

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Marine Le Pen, é suspeita de falsificar um documento para justificar a contratação de um guarda-costas como seu assistente parlamentar na Eurocâmara.
Marine Le Pen, é suspeita de falsificar um documento para justificar a contratação de um guarda-costas como seu assistente parlamentar na Eurocâmara. (Foto: Divulgação)

PARIS - A líder ultradireitista e candidata presidencial na França, Marine Le Pen, é suspeita de falsificar um documento para justificar a contratação de um guarda-costas como seu assistente parlamentar na Eurocâmara, um emprego que seria fantasma segundo os investigadores.

A denúncia foi revelada pela revista francesa "Marianne", que afirma ter tido acesso ao relatório enviado pelo Escritório Europeu Antifraude (OLAF) à Promotoria Francesa, que abriu uma investigação paralela sobre o caso em dezembro do ano passado.

O OLAF considera que Le Pen e outros parlamentares europeus da Frente Nacional (FN) contrataram com dinheiro da Eurocâmara assistentes que, na verdade, trabalhavam na sede do partido em Nanterre, nos arredores de Paris.

Por esse motivo, a Eurocâmara exigiu que a líder ultradireitista devolva 340 mil euros aos cofres públicos.

Documento

No relatório confidencial obtido pelo "Marianne", os investigadores afirmam que Le Pen apresentou um documento falso de outubro de 2011, correspondente ao contrato de seu guarda-costas, Therry Légier, como assistente parlamentar.

Além de considerarem que o guarda-costas nunca trabalhou no Parlamento Europeu, os investigadores acham que o cargo foi dado por Le Pen como uma forma de retribuir os trabalhos prestados por ele.

Os contratos de Légier e de Catherine Griset, amiga e secretária de Le Pen que os investigadores também acham que trabalhava para o partido e não para a Eurocâmara, são alvo das investigações.

Légier, segundo a "Marianne", ganhava 7.237 euros por contrato parcial, um salário considerado "extremamente elevado".

No relatório enviado à Promotoria da França, os investigadores europeus consideram que os fatos em questão podem "constituir infrações penais de desvio de fundos, fraude e falsificação".

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