Reclamações

Em São Luís, rodoviários estão ameaçando parar suas atividades

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Sindicato alega que acordos firmados com empresários não estão sendo cumpridos, como o remanejamento dos rodoviários das empresas que não participaram do processo de licitação para outros postos de trabalho; categoria se reúne hoje em assembleia

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O sistema de transporte urbano de São Luís poderá parar como forma de protesto dos rodoviários
O sistema de transporte urbano de São Luís poderá parar como forma de protesto dos rodoviários (Foto: De Jesus / O ESTADO)

Trabalhadores do sistema de transporte coletivo de São Luís ameaçam paralisar as atividades. O motivo deve-se a uma série de acordos feitos entre patrões e empregados e, até o momento, não cumpridos, como o remanejamento dos rodoviários das empresas que não participaram do processo de licitação para outros postos de trabalho.

Essa situação já foi alvo de uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT), no dia 2 de dezembro do ano passado. Na ocasião, ficou decidido que os trabalhadores da empresa São Benedito, que ficou de fora do processo de licitação do transporte público, seriam remanejados para as empresas Planeta Transportes, Autoviária Matos, Expresso Rio Negro e Viação Aroeiras, que juntas formam o Consórcio Upaon-Açu, totalizando um reaproveitamento de quase 200 rodoviários. No entanto, isso não aconteceu, o que gerou a insatisfação dos trabalhadores.

Situação semelhante também passaram os trabalhadores da empresa Menino Jesus de Praga. A entidade também ficou de fora do processo de licitação, deixando centenas de trabalhadores desempregados. Por diversas vezes os rodoviários dispensados dessa empresa realizaram manifestações na cidade por causa desse problema.

Reunião

Hoje à tarde, os rodoviários se reunirão em assembleia geral para discutir sobre a situação dos trabalhadores. Outras pontos também serão discutidos durante o encontro e, caso não haja um retorno satisfatório para os rodoviários, eles poderão paralisar as atividades.

Os trabalhadores reclamam também do não pagamento de verbas rescisórias, além do 13º salário dos fiscais dos consórcios Rio Anil e São Cristóvão; o não pagamento dos salários em dia, assim como o plano de saúde; o descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, no que diz respeito ao pagamento de salários por meio de contas em bancos; a carga horária dobrada; entre outras situações.

Uma reivindicação antiga dos rodoviários é com relação aos pontos finais, pois muitos deles não oferecem condições adequadas para os trabalhadores. Um exemplo é o ponto final da linha São Francisco, em frente ao Hospital Carlos Macieira, e também o localizado ao lado do Terminal de Integração da Praia Grande.

Esses pontos finais não têm banheiros ou estrutura para os rodoviários descasarem e se protegerem do sol ou da chuva. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) ficou de solucionar o problema, mas, até o momento, nada foi feito.

“Estamos cansados de conviver com os mesmos problemas e não estamos vendo medida alguma sendo tomada pelos empresários para solucionar essas questões. Se as empresas de ônibus continuarem desrespeitando nossos direitos, os coletivos em São Luís vão parar”, disse Isaías Castelo Branco, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Maranhão (STTREMA).

A Prefeitura de São Luís foi procurada ontem por O Estado em busca de um posicionamento sobre as reivindicações dos trabalhadores rodoviários, mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi obtida.

Frase

"Se as empresas de ônibus continuarem desrespeitando nossos direitos, os coletivos em São Luís vão parar”

Isaías Castelo Branco

Presidente do STTREMA

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