Pré-candidatura

PT já estuda lançamento de candidatura de Lula 2018

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Partido quer aproveitar a baixa popularidade do presidente Michel Temer para também ajudar na defesa jurídica do ex-presidente, réu em cinco processos da Lava Jato

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Lula está pronto para a disputa, seja em 2017 ou em 2018
Lula está pronto para a disputa, seja em 2017 ou em 2018 (Foto: Arquivo)

BRASÍLIA - O PT pretende lançar a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República ainda neste primeiro semestre, entre fevereiro e abril. A estratégia tem dois objetivos. O primeiro é aproveitar politicamente a baixa popularidade do governo Michel Temer (PMDB). O segundo é reforçar a defesa jurídica de Lula, réu em cinco processos penais, quatro deles provenientes da Operação Lava Jato e seus desdobramentos.

A informação foi confirmada reservadamente por integrantes da direção petista e também do Instituto Lula.

A pré-candidatura de Lula reforçaria o discurso do PT, que acusa a Lava Jato de querer criminalizar as ações de seu líder máximo e do partido. Segundo os defensores da ideia, ao se colocar publicamente como candidato, o ex-presidente poderá se blindar parcialmente da força-tarefa em Curitiba.

Conforme esse raciocínio, com a pré-candidatura na rua seria mais fácil difundir a tese de que está em curso uma tentativa de interditar judicialmente a possibilidade de Lula disputar um terceiro mandato no Planalto. O bom desempenho do petista nas pesquisas de opinião reforça a estratégia.

"A necessidade de condenar Lula cresce na medida em que ele assume protagonismo nas eleições de 2018. Ao que parece a população começa a fazer a comparação entre os projetos", disse o coordenador do setorial jurídico do PT, Marco Aurélio de Carvalho. Outro grupo defende que a candidatura seja lançada durante o 6º Congresso Nacional do PT, marcado para abril, mas que pode ser adiado para maio.

Mais

O PT defende formalmente a antecipação da eleição presidencial em caso de cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Parte dos líderes petistas defende que Lula seja lançado candidato logo em fevereiro, para se antecipar a possíveis condenações na Justiça que possam barrar sua candidatura ou até levar o ex-presidente à prisão em 2017.

Defesa de petista acusa Justiça de mantê-lo

preso por não ter dinheiro para pagar fiança

BRASÍLIA - A defesa do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira reclamou à 13.ª Vara Federal de Curitiba que o petista está preso "unicamente por não ter dinheiro" para pagar a fiança de R$ 1 milhão. A 13.ª Vara está sob o comando da juíza federal Gabriela Hardt, que substitui o juiz federal Sérgio Moro, em férias.

Em 16 de dezembro, Moro mandou soltar Paulo Ferreira, custodiado preventivamente pela Operação Abismo - 31.º desdobramento da Lava Jato que investiga propinas em obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) -, mas impôs fiança e outras cinco medidas cautelares, como entrega de passaporte e proibição de deixar o País.

Desde então, os defensores do ex-tesoureiro do PT tentam aliviar o recolhimento de R$ 1 milhão e alegam que ele está desempregado e com dívidas.

Na quinta-feira, 29 de dezembro, os advogados enviaram uma petição à 13.ª Vara Federal afirmando que "apresentada documentação demonstrando situação econômico-financeira do requerente (Paulo Ferreira), este MD.Juízo pediu esclarecimentos quanto alguns pontos levantados, sendo elucidados, protocolizado na data de 22 de dezembro do corrente ano, não havendo mais qualquer decisão referente a este feito desde então".

"Denota-se que esta decisão refletirá diretamente na liberdade do Requerente, que já têm reconhecidos seus direitos objetivos e subjetivos de responder o processo em liberdade, restando apenas em discussão eventuais cautelas e valores. Hoje o acusado permanece preso unicamente por não ter dinheiro. Desta forma, requer o prosseguimento do feito com a análise dos documentos apresentados, podendo enfim, efetivar a liberdade já concedida ao acusado", argumenta a defesa.

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