Homicídios

Maranhão é o 2º estado mais violento no campo, diz Pastoral

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De acordo com o levantamento, foram 54 homicídios no país nos primeiros 11 meses, tornando 2016 o ano mais violento desde 2003

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Índios sofrem com ações violentas
Índios sofrem com ações violentas (Foto: Mário Vilela/Funai)

SÃO LUÍS - Com doze assassinatos de janeiro a novembro, o Maranhão é o segundo estado mais violento no campo, de acordo com levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT). No país, foram 54 homicídios nos primeiros 11 meses, tornando 2016 o ano mais violento desde 2003.

Segundo os dados, o estado com mais registros do tipo é Rondônia, com 17 homicídios. Após o Maranhão, aparece o Pará, com seis casos. A Pastoral também registrou assassinatos na Bahia (4), em Tocantins (3), Alagoas (2), Amazonas (2), Paraná (2), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (1), Paraíba (1), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (1) e Rio Grande do Sul (1).

Conforme a análise, geralmente os assassinatos são motivados por conflitos por água ou terra. As vítimas são, principalmente, camponeses, posseiros, líderes quilombolas, indígenas e pequenos proprietários de terra.

Ainda de acordo com a CPT, instabilidade política no país e a impunidade são também apontadas como causas das ações violentas. A entidade considera como "vergonhosa" pouca quantidade de condenações de mandantes e pistoleiros nas últimas décadas.

Um dos crimes mais emblemáticos no Maranhão ocorreu em 31 de março, quando o quilombola conhecido como Zé Sapo foi assassinado. Segundo a Pastoral, o assassinato foi decorrência de um conflito de terra que já dura sete anos. Ele pertencia à comunidade Cruzeiro/Triângulo, que luta pelo reconhecimento de seu território.

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