Saúde

São Luís é a capital com menor percentual de mulheres fumantes

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Número de fumantes no país caiu 30,7% em nove anos, diz Ministério da Saúde.

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São Luís é a capital com menor percentual de mulheres fumantes
Foto: Reprodução / Internet

BRASÍLIA - Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014 indicam que São Luís é a capital do Brasil com o menor índice de mulheres fumantes, com 2,5%. Seguida de Palmas (3%) e Teresina (3,1%).

Já entre os homens, São Luís é a terceira cidade com o menor percentual de fumantes, com 9,3%. Antecedida de Fortaleza (8,6%), Salvador (9%).

Cenário brasileiro

Os dados da Vigitel 2014 revelam que o ato de fumar está cada vez menos popular no Brasil. Atualmente, 10,8% dos brasileiros mantêm o hábito de fumar. O índice é maior entre os homens - 12,8% contra 9% entre as mulheres. Os números, divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério da Saúde, representam uma queda de 30,7% no total de fumantes no país nos últimos nove anos.

Ainda de acordo com o estudo, o consumo de cigarros no Brasil é maior na faixa entre 45 anos e 54 anos de idade (13,2%) e menor entre jovens com idade entre 18 anos e 24 anos (7,8%).

Os homens fumam mais nas cidades de Porto Alegre (17,9%), Belo Horizonte (16,2%) e Cuiabá (15,6%), e as mulheres, em Porto Alegre (15,1%), São Paulo (13%) e Curitiba (15,6%).

O tabagismo é menos frequente em Fortaleza (8,6%), Salvador (9%) e São Luís (9,3%) entre os homens. E no público feminino, em São Luís (2,5%), Palmas (3%) e Teresina (3,1%).

A pesquisa mostra, também, que 21,2% dos brasileiros se declaram ex-fumantes, sendo 25,6% dos homens e 17,5% das mulheres.

Dados inéditos do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o consumo de cigarro ilegal cresceu de 2,4% em 2008 para 3,7% em 2013.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou como expressiva a redução de 30% no número de fumantes nos últimos nove anos. "Há 20 anos, mais de um terço da população adulta no Brasil fazia uso do tabaco. Tivemos uma expressiva resposta do Brasil", disse. "Não se trata de coibir a liberdade, mas de ter uma política pública", completou.

A pasta alerta que o tabagismo é responsável por 200 mil mortes todos os anos no Brasil - 25% delas por angina e infarto do miocárdio, 45% por infarto agudo do miocárdio (abaixo de 65 anos) e 85% das mortes por bronquite e enfisema pulmonar.

O hábito também responde por 90% dos casos de câncer de pulmão no país, sendo que, entre o restante, um terço é fumante passivo. Esse tipo de tumor é considerado o mais letal e umas das principais causas de morte no Brasil.

A estimativa do governo é que 27.330 novos casos de câncer de pulmão sejam registrados no país este ano.

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